sábado, 30 de abril de 2011

 Era dia 30 de maio, Clara estava na escola e de repente percebeu um simples movimento, reparou que estavam todos em volta de um menino, um novo aluno, e talvez o futuro grande amor da vida de Clara. E assim o destino os reservou, Clara se apaixonou a primeira vista, ele era lindo, tinha olhos azuis cabelos bem pretos e pele branca, e segundo algumas pessoas o  seu nome era Pedro.
 No dia seguinte, Clara esperava agoniada para ir ate a escola, sua mãe não entendia porque tanta vontade de chegar lá logo, de fato ela amava estudar, mas pra que chegar tão cedo lá ? Apenas Clara podia responder isso. Finalmente ela chegou, e chegou com um sorriso de ponta a ponta do seu rosto, ela queria muito encontrá-lo, e quem sabe conversar um pouco.
Infelizmente o sinal da primeira aula tocou. Clara teve que ir para sala insatisfeita por não ter encontrado Pedro, seu Pedro, e muito triste tentou prestar atenção na aula, mas a sua atenção fui totalmente embora quando a diretora bateu de leve na porta, estava com um menino, aparentemente Pedro. A professora abriu a porta, e a grande surpresa, Pedro estudaria na mesma sala de Clara, certamente o destino já estava trabalhando no futuro deles dois.
Passaram-se dias, semanas e Clara acabou sendo a melhor amiga de Pedro e Pedro o melhor amigo de Clara. Até que certo dia Pedro abriu seu coração e disse que não agüentava mais viver ao lado dela sem poder falar que ele não se conforma em ser apenas um amigo, ele queria algo profundo, amor de verdade.
Clara chorou e disse que sentia o mesmo. Então eles namoraram, por muito tempo.
Até que certo dia Clara teve um grave acidente de carro, foi levada as preças para o hospital, onde telefonaram para seus pais e para Pedro. Quando seus familiares chegam lá tiveram a notícia de que Clara não tinha sobrevivido,  Pedro ficou arrazado tentou pensar em alguma coisa, mas so conseguia pensar como viver em um mundo no qual o amor da sua vida não estava.
 Então Pedro foi para casa pegou dois papeis e começou a escrever duas cartas. Uma para seus pais e outra para os pais de Clara. A primeira carta falava:

  Mãe, pai, me desculpem mas não consigo viver em um mundo sem Clara eu a amava muito e ainda amo, tive que fazer isso. Obrigado pelos anos de amor que vocês me deram, pelos conselhos, pela alegria de cada dia, obrigado por tudo, se eu falar que tudo isso não foi o suficiente para mim estarei mentindo, mas mesmo assim a Clara era muito importante, e eu sofreria muito sem ela. Mais uma vez me desculpando e saiba que daqui de cima estarei iluminando o caminho de vocês e os protegendo. Foi horrível ver o corpo dela e não poder fazer nada, poder salva-la poder dizer apenas um eu te amo, não nem isso.  A mãe mais uma coisa, a ultima coisa que te falei foi que te odiava, eu estava errado agora reconheço que você foi a melhor mãe do mundo, e não deixe ninguém falar o contrário.  Pai nunca pensei que iria falar isso, mas obrigado pelas broncas. Que foi através delas que eu era quem era.  Obrigado por ter paciência e me compriender. Amo Vocês.
 A segunda carta era para os pais da Clara:
 Não se preocupem, eu prometi cuidar dela ai na Terra e não foi o que eu fiz, mas vou fazer isso daqui de cima. Saibam que amo a filha de vocês como nunca amei ninguém.  E desculpem por qualquer coisa.
 Assim terminava a carta. Pedro tomou um remédio e dormiu para sempre, quando seus pais chegaram não entenderam mas acharam a carta sobre seu corpo, abriu a sua carta e deu a carta dos pais da Clara. Por mais triste que fosse os pais compreenderam, mas mesmo assim uma parte deles foram junto com aquele corpo, aquela alma, assim como uma parte de Pedro tinha ido quando Clara se foi.

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